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Medidor de potência e treinamento

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A ciência tem contribuído para elevar o rendimento dos atletas, profissionais e amadores, em níveis nunca antes alcançados. Ferramentas que antes só eram vistas nos laboratórios de pesquisas de grandes universidades, hoje estão presentes na nas bicicletas dos seus companheiros de pedal. Uma dessas ferramentas é o MEDIDOR DE POTÊNCIA, ou POWERMETER, nome original em inglês.

MAS QUAL SERIA A VANTAGEM DE SE UTILIZAR UM MEDIDO DE POTÊNCIA?

Para responder essa questão precisamos analisar alguns pontos.

Vamos começar entendendo o que é POTÊNCIA. Por definição física, POTÊNCIA é a grandeza que determina a quantidade de força gerada por uma fonte em cada unidade de tempo. O ciclista consegue gerar deslocamento através da força que ele aplica nas pedivelas, que traciona a corrente, que gira a roda, que traciona o piso e gera o movimento. Conseguimos avaliar essa força gerada, e dividindo pelo tempo, teremos a potência gerada pelo ciclista naquele momento.

A velocidade é a medição mais rudimentar que existe no ciclismo, acho que nem precisaremos aprofundar muito nesse ponto, pois a influência do relevo, clima, tipo de terreno, etc. são muito evidentes. Apesar de parecer óbvio, muitos ciclistas ainda usam essa variável como referência em seu treinamento.

A respeito da frequência cardíaca (FC), sabe-se que a utilização de monitores de FC é bastante antiga, data de mais de 20 anos. Apesar disso, ainda hoje muitos ciclistas não compreendem nem utilizarem a FC para se orientar no treinamento. Mesmo sendo uma ferramenta maravilhosa, a FC recebe influência de diversos fatores, como temperatura, hidratação, alimentação, estresse, motivação, nível de treinamento, medicamento, entre outros; com isso a utilização da FC apesar de muito útil pode gerar valores irreais, sendo necessário que o atleta fique sempre atento à variações inesperadas e informe seu treinador acaso isso vir a ocorrer.

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A potência real gerada pelo ciclista não sofrerá interferência do clima, do estado de humor do ciclista, vento, relevo, estresse, ou qualquer outra variável. Se o ciclista estiver pedalando a 300watts, essa potência será real, debaixo de chuva, vento, subidas, descidas e tudo mais. ESSA É A GRANDE VANTAGEM DE SE UTILIZAR A POTÊNCIA PARA SE ORIENTAR NO TREINAMENTO.

UMA AVALIAÇÃO É SEMPRE NECESSÁRIA

Para se utilizar a potência no treinamento é muito importante que o ciclista passe por uma avaliação de um profissional especializado para determinar o seu desempenho e poder indicar as potências de cada limiar de treinamento. Essa avaliação pode ser um teste de LACTATO, um ERGOESPIROMÉTRICO ou até mesmo um teste simples de esforço, sempre com protocolos progressivos e avaliação.

POTÊNCIA EM CONJUNTO COM A FREQUÊNCIA CARDÍACA (FC)

Mesmo a POTÊNCIA sendo uma ferramenta maravilhosa, a utilização da FC em conjunto com a POTÊNCIA é muito bem vinda. A FC pode nos dar parâmetros fisiológicos importantes que podem nos levar a necessidade de novas avaliações, ou até mesmo um problema de saúde ou erro no treinamento. Tendo em vista essa necessidade, todos os medidores de potência estão associados a um medidor de FC.

Apesar de nos últimos anos o preço dos MEDIDORES DE POTÊNCIA ter caído muito, ainda é um equipamento caro e para o bolso de poucos ciclistas. Mesmo assim, devido aos seus benefícios para o treinamento, é um investimento que vale a pena quando comparado ao custo de uma boa bike de competição.

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VAMOS APRENDER UM POUQUINHO SOBRE OS PRINCIPAIS MEDIDORES DE POTÊNCIA.

Os pioneiros no desenvolvimento dos medidores de potência para o ciclismo é o SRM (Schoberer Rad Messtechnik), que foi desenvolvido em 1986 por engenheiros que conseguiram medir o torque (força de rotação) gerada pelo ciclista nas pedivelas, e com isso calcular a potência real do ciclista de forma muito precisa. Esse sistema trouxe muitos avanços nas metodologias de pesquisa científica em todas as áreas que utilizam o cicloergômetro. O SRM é o mais preciso dos medidores de potência, mas seu custo é bastante elevado, por volta dos $ 2.100, aqui no Brasil mais de R$ 8.000 em média.

Atualmente existem vários modelos, dos quais os mais conhecidos são o SRM já comentado e o PowerTap, modelo desenvolvido pela Cyclops, utilizando o mesmo sistema de piezeletricidade da SEM, mas ao invés de montar o sistema no pedivela, o mesmo está presente no cubo da roda traseira. Ele apresenta um custo-benefício muito bom, pois custa em média quase a metade do preço dos SRM, e é bastante preciso, mas com a desvantagem de não gerar dados de potência de pernas separadas.

Outros modelos como o Ibike e o Polar usam sistemas complexos para definir a potência, mas como as medidas são muito indiretas, a precisão deixa a desejar, mesmo o custo sendo muito menor.

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